O terror psicológico da Prefeitura do Rio contra os moradores da Vila Autódromo

 

Assim como nas últimas semanas, moradores e apoiadores da Vila Autódromo amanheceram nesta quarta-feira, dia 2, sob a ameaça de que mais uma casa seja demolida. Esse ritual diário de prontidão leva não apenas ao cansaço físico, mas também ao esgotamento emocional de todas e todos. Com decisões judiciais obtidas no calar da noite e com intimidações diretas de seus agentes que atuam na comunidade, a Prefeitura do Rio tenta enfraquecer a resistência, uma vez que, a cada ameaça, os moradores se organizam para pedir ajuda dos apoiadores e da mídia, sem saber ao certo como e quando vai acontecer a nova investida municipal.

Manter todos em estado constante de prontidão é uma clara estratégia de terror psicológico da administração de Eduardo Paes, que não realiza a urbanização da Vila, promessa já feita publicamente diversas vezes. Mais do que não cumprir o prometido, a prefeitura ainda usa de manobras ilegais, como o envio de agentes públicos para dentro das casas dos moradores com o objetivo de fazer imagens sem autorização dos donos, como ocorreu no último dia 24 de fevereiro, quando um deles foi flagrado dentro de uma residência.

As casas que a prefeitura tenta demolir são garantidas por uma lei estadual, porém, com um simples decreto, Eduardo Paes quer colocá-las abaixo. Para completar o quadro, as decisões da Justiça tem saído quase sempre durante os plantões judiciários, com o objetivo de tentar passar o mínimo de informações possíveis aos atingidos, que por sua vez acabam correndo às pressas para organizar uma resistência às violações de seus direitos. A última, por exemplo, saiu às 19h55 de terça-feira, autorizando a prefeitura a derrubar a casa de Maria da Penha Macena, cuja família quer continuar na comunidade. Penha e sua família, agora, vivem sob a ameaça constante de perderem sua casa a qualquer momento.

As ações da Prefeitura se mostram ainda mais absurdas quando se analisa o motivo pelo qual ela busca derrubar as casas. Localizada ao lado do Parque Olímpico (o antigo Autódromo de Jacarepaguá), a Vila está no meio de uma área de alto interesse imobiliário, uma vez que, após os Jogos, a área do parque vai ser utilizada para construir prédios de luxo. E isso levanta outra questão, que é a de que por que Eduardo Paes tem usado dinheiro público para desapropriar imóveis numa operação que apenas beneficia seus doadores de campanha.

#‎Urbanizajá #VivaaVilaAutodromo
#‎VilaAutódromoResiste!

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